Bábaji e o Kriya Yoga

Bábaji_Imagem Editada

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Vivemos, na maior parte do tempo, uma existência limitada, pensando, falando e agindo muito abaixo dos limites do verdadeiro potencial humano. Duas forças poderosas contribuem para isso: o senso comum e o hábito. O senso comum nos faz acreditar que somos menores do que realmente somos. O hábito nos faz perpetuar, pela repetição, essa falsa imagem de nós mesmos. Todos já ouvimos histórias de pessoas que, em momentos de crise, em situações muitas vezes de vida ou morte, superaram a si mesmas — ou melhor, superaram a imagem que tinham delas próprias — e fizeram coisas que pareciam impossíveis. Ouvimos essas histórias, ficamos impressionados, mas rapidamente as esquecemos, voltando à rotina.

Os grandes mestres espirituais são sempre um desafio a essa visão limitada. Seus feitos frequentemente excedem aquilo que consideramos “normal” ou mesmo “verossímil”. Quem já teve a graça de experimentar a presença de um mestre provavelmente se viu obrigado a rever os próprios paradigmas. Quem não teve encontra-se diante da opção de crer ou não crer. Jesus disse: “Felizes os que não viram e creram” [Jo 20.29].

Tradições muito antigas, que ainda hoje estão vivas na Índia, afirmam a existência de uma linhagem de homens e mulheres que — pela devoção integral a Deus, pelo exercício sistemático da auto-observação e pela prática intensiva de diversas disciplinas iogues — atingiram um estágio supremo de desenvolvimento, realizando, em todos os planos da existência, as possibilidades divinas latentes no humano. Eles são chamados de siddhas, ou “perfeitos”.

No limite, essa realização produziria uma completa transformação do indivíduo, inclusive de seu corpo físico, possibilitando-lhe conquistar a imortalidade — não para o seu benefício pessoal, mas pelo bem da humanidade [1]. Muitos santos, de várias linhagens, experimentaram a comunhão com a Divindade no plano espiritual, mas pouquíssimos teriam alcançado a identificação total obtida pelos siddhas. Bábaji, afirmam seus devotos, é o maior de todos eles.

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O guru dos gurus

Com um corpo sempre jovem e poderes que ultrapassam tudo o que podemos imaginar, ele permaneceria vivo há séculos, orientando pessoalmente grandes mestres e profetas e inspirando anonimamente as pessoas comuns em seu lento processo evolutivo. Sua missão: ajudar a humanidade a realizar seu imenso potencial latente, um potencial capaz de transformar o planeta em verdadeiro paraíso.

Bábaji — segundo ele mesmo teria informado — foi o guru secreto do filósofo Adi Shankaracharya (século 9º), do poeta Kabir (século 15) e do iogue Lahiri Mahasaya (século 19). Ele também resgatou, sistematizou e atualizou a antiga ciência do Kriya Yoga, oferecendo-a aos homens e mulheres como uma poderosa ferramenta para o seu desenvolvimento integral [2]. Em um local inacessível do Himalaia, continuaria trabalhando em segredo, à espera do momento em que a humanidade esteja suficientemente madura para que ele possa, enfim, se mostrar às multidões.

Apesar de o trabalho de Bábaji beneficiar a humanidade inteira, poucos afortunados souberam, durante séculos, de sua existência. Esse conhecimento só foi disponibilizado para o grande público na década de 1940, nas páginas do livro Autobiografia de um iogue, de Paramahansa Yogananda. Nessa obra, Yogananda relatou acontecimentos maravilhosos, afirmando, porém, que só divulgava as informações liberadas pelo próprio Bábaji. Isso não incluía nenhum dado de caráter biográfico. Anos depois, talvez considerando que seus seguidores já estivessem preparados para um pouco mais, Bábaji teria comunicado a outros discípulos alguns fatos importantes de sua vida pessoal. Esse material foi publicado pelo estudioso M. Govindan Satchidananda em seu livro Bábaji e os 18 siddhas: a tradição do Kriya Yoga, já disponível em português. Ele nos permite compreender um pouco melhor a natureza desse mestre desafiador e os vínculos que o unem à antiquíssima linhagem dos siddhas.

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O encontro com Boganathar e a visão de Murugan

Segundo as fontes citadas por Satchidananda, Babaji nasceu em 30 de novembro de 203 d.C., na aldeia de Parangipettai, no sul da Índia [3]. Recebeu, então, o nome de Nagaraj, que significa “Rei das Serpentes” [4]. A família dele pertencia à casta dos brâmanes (sacerdotes), e o pai exercia função sacerdotal no templo de Shiva. Esse teria sido também o pesado destino do menino, se um acontecimento providencial não tivesse modificado completamente o curso de sua vida: aos 5 anos de idade, quando brincava próximo à porta do templo, foi sequestrado por um estrangeiro e vendido como escravo, mais de 1.000 quilômetros ao norte. Bondoso, o homem que o comprou concedeu-lhe quase imediatamente a liberdade. E assim, sem casta e sem família, Nagaraj viu-se livre no mundo. Juntou-se a um grupo de sanyasins [5] errantes.

De cidade em cidade, de santuário em santuário, estudando com os sábios, conversando com os eruditos, o menino acumulou conhecimentos. Com espantosa velocidade. Aos 11 anos, dominava as principais obras da literatura clássica indiana: os Vedas, o Ramaiana e o Mahabharata (que inclui a Bhagavad Gita). Em uma época na qual várias escolas de pensamento competiam entre si, Nagaraj tornou-se um debatedor invencível, surpreendendo a todos por sua precocidade. Mas não estava satisfeito. Percebeu que os torneios intelectuais constituíam um fator de distração e que a erudição não o estava aproximando da verdadeira realização espiritual. Decidido a achar o próprio caminho, empreendeu uma longa e penosa viagem, a pé e de barco, do nordeste da Índia até Kataragama, no extremo sul do Sri Lanka [6]. Nesse lugar privilegiado, encontrou o grande siddha Boganathar, que o acolheu como discípulo.

Boganathar, um dos maiores mestres da senda espiritual, apresentou ao jovem a tradição dos siddhas. E lhe ensinou várias técnicas de meditação. Praticando por intervalos de tempo cada vez mais longos, até permanecer em meditação durante 48 dias seguidos, Nagaraj alcançou estados sublimes de consciência, libertando-se progressivamente das cadeias do ego e identificando-se com a Realidade Absoluta. Tais experiências culminaram na gloriosa visão do deus Murugan, sob a forma do Eterno Adolescente. Entendeu, então, que estava encarnando a superconsciência associada a esse Arquétipo Divino. Reconhecendo o imenso potencial do discípulo, Boganathar o encaminhou ao seu próprio mestre, o lendário siddha Agastyar, para que este ensinasse ao jovem técnicas ainda mais avançadas.

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O encontro com Agastyar e a suprema iluminação

Nagaraj dirigiu-se aos montes Pothigai, no sul da Índia, onde o grande siddha se ocultava. Sentando-se em uma posição de ioga, ele se pôs a rezar, disposto a não interromper a prece até que Agastyar lhe aparecesse e concedesse a iniciação. Por mais de um mês e meio, manteve-se no mesmo lugar, enfrentando o sol, a chuva e o ataque dos insetos. Mais do que tudo, enfrentava a si mesmo, superando as últimas artimanhas do ego, que o incitava a desistir. Quando o jovem estava à beira do colapso, Agastyar, que testava a determinação dele, finalmente se revelou. Depois de ajudá-lo a recuperar as forças, o siddha o iniciou nos segredos da respiração iogue (pranayama). Orientado por Agastyar, Nagaraj viajou então ao Himalaia, para praticar, em completa solidão, todas as técnicas que havia aprendido. Após 18 meses de prática intensiva, obteve a suprema iluminação [7]. Ele tinha apenas 16 anos. E acabava de se transformar em Bábaji.

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Como seus seguidores o vêem

Para os discípulos e devotos, Bábaji é o Mahasiddha (Siddha Supremo) e o Mahavatar (Suprema Encarnação Divina). Alguns o associam a Maitreya: o “Buda Futuro”. Outros, ao Paráclito: o “Consolador”, cuja vinda foi prometida por Jesus. Outros, ainda, a Khidr: o “Verdejante”, misterioso mestre oculto dos sufis. Lahiri Mahasaya dizia que, em encarnação prévia, Bábaji teria sido Krishna.

Paramahansa Yogananda afirmou que, em íntima colaboração com Jesus, Bábaji trabalha incansavelmente pela evolução da humanidade. Mas as missões terrenas dos dois mestres seriam de tipos diferentes. A de Jesus, realizada no curso de uma vida breve, estava destinada a desenrolar-se aos olhos das multidões. A de Bábaji, de longa duração, pressupôs, até recentemente, quase total anonimato.

Ainda segundo Yogananda, Bábaji prometeu permanecer na Terra, encarnado em um corpo físico, e acessível ao menos a um pequeno círculo de pessoas, enquanto durar o presente ciclo planetário. O iogue Ramaiah (1923 — 2006), um dos discipulos contemporâneos de Babaji, afirmou que, em 1944, no curso da Segunda Guerra Mundial, o maior conflito bélico da história, o grande mestre iniciou uma nova etapa de sua missão. Numerosas almas evoluídas teriam encarnado em seguida, com a finalidade de auxiliá-lo nesse empreendimento. Disse ainda que, no futuro, ele atuará de forma mais visível para o grande público. E previu que essa fase terá início no ano 2053.

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Quem sou Eu

Respondendo à pergunta “Quem sou eu”, o próprio Bábaji teria dito:

“Eu sou Existência-Consciência-Felicidade absolutas [8] (…) Eu sou a Verdade, eterna e perpétua (…) Eu sou o imutável Eu, em meio a todas as mudanças (…) Eu me sento no coração da ilusão, sem me iludir (…) Eu sou o Um sem um segundo, o Um em tudo e o Todo em um (…) Eu sou o oceano vivo da beatitude, que se enfurece e agita e precipita e nivela a terra e os céus (…) Eu bato em cada peito, vejo em cada olho, palpito em cada pulso, sorrio em cada flor, brilho no relâmpago e rujo no trovão (…) Eu sou a sabedoria do sábio, a força do forte, o heroísmo do herói (…) Eu sou a personalidade impessoal do universo (…) A morte é uma brincadeira para mim; eu sou a morte da morte (…) Em minha presença, todos os infernos e céus se esvaem no nada sombrio e o universo inteiro é uma simples bolha pronta para explodir (…) Eu sou o infinito, eterno e imortal Ser”.

Longe de conter qualquer traço de arrogância, a resposta de Bábaji é a expressão da mais perfeita humildade. Pois suas frases não nascem do ego humano, mas da própria Divindade. Como afirmou um antigo mestre sufi: “Só o Divino tem o direito de dizer a palavra Eu”.

As palavras de Babaji são um desafio ao nosso senso de identidade. Como um bumerangue, sua resposta nos traz de volta uma pergunta: quem somos nós?

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Notas

Para quem quiser saber mais acerca de Bábaji, sugiro a leitura da Autobiografia de um iogue, de Paramahansa Yogananda, e de Bábaji e os 18 siddhas: a tradição do kriya yoga, de M. Govindan Satchidananda, disponíveis em português. Um conhecimento ainda mais aprofundado pode ser obtido no livro The voice of Babaji: a trilogy on Kriya Yoga, de V.T. Neelakantan e S.A.A. Ramaiah.

Desde que Yogananda desvelou ao mundo a existência de Bábaji, mais de um aventureiro se fez passar pelo sublime mestre dos mestres, iludindo milhares de pessoas de boa fé. De fato, o chamado “caminho espiritual” não é uma autoestrada plana e reta, mas, sim, uma trilha sinuosa e lamacenta, cheia de surpresas e perigos. É impossível quantificar, porém eu me atreveria a dizer que mais de 90% dos autoproclamados “mestres espirituais” não passam de loucos ou charlatães. Separar o joio do trigo é um dos muitos desafios que se apresentam a quem deseja trilhar tal caminho.

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[1] Segundo várias tradições espirituais, Deus é a única realidade existente — realidade que se manifesta em todos os entes e fenômenos do Cosmo. Isso significa que Deus está também inteiramente presente em cada indivíduo humano. Mas a menor ou maior explicitação da essência divina depende do grau de desenvolvimento alcançado pela pessoa. Na maioria de nós, essa essência permanece implícita, à espera do momento em que poderá se explicitar. Inconscientes de nossa verdadeira identidade, somos, então, como flores em botão. Há homens e mulheres que, todavia, já ultrapassaram essa etapa e, com menor ou maior intensidade, estão desabrochando. Os siddhas são flores totalmente desabrochadas. Neles, Deus se manifesta com exuberância em todos os domínios da existência.

Antigos siddhas, como Thirumular (século 4º d.C.), descreveram detalhadamente esse processo. Narrativas semelhantes aparecem na literatura taoísta chinesa e nos escritos de grandes iogues de tempos recentes, como Ramalinga Swami (1823-1874) e Aurobindo Ghose (1872-1950). Afirmam esses textos que, quando os obstáculos impostos pelo ego são completamente removidos, a Graça Divina “desce” sobre o indivíduo, impregnando, “de alto a baixo”, todas as instâncias que o constituem. Ocorre, então, uma transformação que abarca, sucessivamente, os domínios espiritual, intelectual, mental, vital e físico.

A tendência do corpo físico ao envelhecimento, à doença e à morte é considerada pelos siddhas como a última fortaleza do ego. Quando essa cidadela é conquistada pela rendição incondicional a Deus, a transformação divina se aprofundaria na matéria, alcançando os níveis celular, molecular, atômico e subatômico. A conseqüência disso é um corpo incorruptível, que emana suave brilho dourado. O “corpo dourado” é insistentemente mencionado na poesia dos siddhas e nos tratados taoístas.

Uma antiga tradição do sul da Índia fala na existência de 18 siddhas. Mas esse número possui apenas um valor simbólico: 18, 108, 1.008, números cuja soma dos algarismos sempre resulta em nove, são cifras que expressam a ideia de totalidade. A própria composição da lista dos “18 siddhas” varia conforme a fonte consultada. Quatro nomes, porém, são sempre mencionados: Nandi Devar, Agastyar, Thirumular e Boganathar. A biografia desses antigos iogues foi de tal forma magnificada pelos discípulos e devotos que é impossível separar lenda e realidade. Assim como seus sucessores, eles nos deixaram importantes tratados nos campos do yoga, filosofia, alquimia, ciências, medicina, gramática e poesia. Boganathar, um dos mestres de Babaji, é muitas vezes identificado como o sábio taoista chinês Laozi (Lao-tsé).

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[2] Em seus Yoga Sutras, que constituem um dos mais importantes tratados de yoga, o siddha Patânjali afirmou: “Prática intensa (tapas), autoestudo (svadhyaya) e devoção ao Senhor (Ísvara-pranidhana) constituem o Kriya Yoga”. Yoga significa “união”, e Kriya quer dizer “ação consciente”. Portanto, Kriya Yoga é a ação consciente que permite ao indivíduo (a parte) unir-se a Deus (o Todo). O Kriya Yoga é composto por práticas físicas (Kriya Hata Yoga), práticas respiratórias (Kriya Kundalini Pranayama), práticas meditativas (Kriya Dhyana Yoga), práticas recitativas (Kriya Mantra Yoga) e práticas devocionais (Kriya Bhakti Yoga). Cada uma delas atua sobre um dos domínios que constituem o ente humano — respectivamente, o físico, o vital, o mental, o intelectual e o espiritual. Em conjunto, essas disciplinas compõem um sistema completo e integrado, que “trabalha” a pessoa em sua totalidade.

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[3] Esse vilarejo, localizado no atual estado indiano de Tamil Nadu, esteve sob domínio português entre os séculos 16 e 18, tendo recebido então o nome de Porto Novo. Situa-se em região de intensa vibração espiritual, a apenas 17 quilômetros do mais importante santuário shivaísta da Índia, o gigantesco templo de Chidambaran. Grandes iogues, como o siddha Thirumular, atingiram a suprema iluminação meditando em Chidambaran. Sob uma cúpula formada por 21.600 telhas de ouro maciço, uma para cada respiração diária do ser humano médio, o templo de Chidambaran abriga a famosa estátua do deus Shiva na forma de Nataraja, o Bailarino Cósmico. Os cinco gestos desse ídolo simbolizam as cinco atividades divinas (Pancha Kriya): a criação, manutenção e destruição do universo e o obscurecimento e esclarecimento da consciência.

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[4] A serpente (naga) é um símbolo da Kundalini, a “energia divina” presente em todo ser humano. Essa “força” parece desempenhar um papel decisivo no processo de nascimento (quando o parto é natural); depois, torna-se latente; e só volta a atuar, na maioria dos casos, no momento da morte. Quando inativa, ela é representada por uma serpente enrolada em torno de si mesma, adormecida no Muladhara, o chacra fundamental: centro de energia sutil localizado na base da coluna vertebral, na região do períneo, entre os genitais e o ânus. No entanto, a prática intensiva do yoga pode despertar a Kundalini. Desperta, a “serpente” sobe então pelo Sushumna, o canal sutil existente no interior da coluna. E, em sua ascensão, ativa, um após outro, os vários chacras existentes no trajeto. O resultado é uma formidável expansão da consciência e dos poderes do indivíduo.

A Kundalini é uma manifestação da Shakti, o aspecto feminino e imanente de Deus. Sua contraparte é Shiva, o aspecto masculino e transcendente, que, no microcosmo humano, “reside” no chacra Sahasrara, situado no topo da cabeça. Quando, em sua ascensão, a Kundalini atinge o Sahasrara, diz-se que ocorre aquilo que os antigos gregos chamavam de Hieros Gamos, o casamento místico de Shiva e Shakti. O iogue entra, então, em Samadhi: um estado de superconsciência e intensa comunhão com a Divindade. O nome Nagaraj (Rei das Serpentes) é uma homenagem à Kundalini-Shakti. Depois de se transformar no maior de todos os siddhas, o grande mestre passou a ser chamado afetuosamente de Bábaji (Reverendo Pai) por seus discípulos e devotos.

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[5] Trata-se de indivíduos que renunciam à vida comum para seguir um caminho espiritual.

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[6] Kataragama (no Sri Lanka) e Palani (no sul da Índia) são os dois principais santuários do deus Murugan, o filho mitológico de Shiva. Conhecido por 1.008 diferentes nomes, ele é considerado uma manifestação juvenil da Divindade Absoluta. Murugan é o Sanat Kumara (Eterno Adolescente), o Jñana Pandita (Expositor da Sabedoria) e o Kali Yuga Varada (Aquele que Abençoa e Protege os que Buscam sua Graça na Era dos Conflitos – a época em que vivemos).

Seja do ponto de vista mitológico, simbólico ou teológico, há inúmeros pontos de contato entre Murugan, Dioniso (divindade incorpora à mitologia grega) e Jesus. Alguns estudiosos acreditam que os três expressam o mesmo Arquétipo Divino, que se manifesta de formas diferentes de acordo com o contexto cultural.

A pada yatra, ou peregrinação a pé, é uma das principais formas de devoção a Murugan. Descalços, e muitas vezes levando consigo apenas a roupa do corpo, os peregrinos caminham por dezenas de quilômetros até os templos de Palani ou Kataragama. A alegria com que chegam a esses lugares santos e a intensidade com que se entregam aos pujas (rituais devocionais) são espetáculos dignos de presenciar.

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[7] Swarupa Samadhi, a suprema iluminação, é o ápice do caminho dos siddhas. Segundo a tradição, ocorre quando a “descida” da Graça Divina sobre o iogue se completa, transmutando inclusive o próprio corpo físico.

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[8] Existência-Consciência-Felicidade (Sat-Chit-Ananda) é a primeira manifestação substantiva da Realidade Absoluta (Parashiva), que procede da Suprema Shakti por meio de Aum. Uma apresentação desses conceitos pode ser lida em meu artigo “A Realidade Absoluta e suas Manifestações Primordiais”, postado em

https://josetadeuarantes.wordpress.com/2012/02/16/a-realidade-absoluta-e-suas-manifestacoes-primordiais/

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1 comentário

  1. Gratíssima por encontrar esse material acerca do Senhor Bábaji

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