Gauri Shankar Pitam, um texto do Iogue Ramaiah

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Bábaji e Mátaji em Gauri Shankar Pitam. O cenário corresponde à descrição do local, feita pelo iogue Ramaiah. Pintura de Gail Tarrant.

Os devotos de Kriya podem estar interessados em saber que Kriya Mulaguru Bábaji Nagaraj [1], que costumava vagar a maior parte do tempo, agora fundou um ashram, nos Himalaias Centrais, onde passa a maior parte do tempo, rodeado por 14 discípulos escolhidos.  É Kriya Loka [2], que existe não em algum outro plano da existência, mas na própria Terra física. É conhecido como Gauri Shankar Pitam [3], e está localizado nos confins de Uttara Badrinath, nos sagrados Himalaias, o coração místico do mundo, distante do bem conhecido e popular templo de Badrinath.

Ninguém pode entrar nesse ashram inacessível de Kriya Bábaji, a menos que obtenha sua graça, e uma estranha força mantem à distância de uma milha de raio os intrusos que não devem entrar na área.

A um afortunado discípulo [4] foi dado o raro privilégio de visitar esse ashram ao menos duas vezes na segunda metade de outubro de 1953. Em uma tarde, e em um piscar de olhos, enquanto descansava na Editora Kriya Bábaji, na rua Doutor Alagappa Chettyar, número 3, em Madras, no Sul da Índia, ele foi levado a deixar para trás sua estrutura física e assumir outro corpo, com o qual se viu de pé em um inteiramente novo e maravilhoso ambiente.

Ele havia sido transferido, repentinamente, para um espaço aberto, de formato retangular, nos Himalaias Centrais, rodeado por elevados picos cobertos de neve. Paredões rochosos verticais erguiam-se nos quatro sentidos, com fileiras de cavernas. Exatamente em frente à caverna maior, sentados em círculo, 14 divinos seres humanos almoçavam. Entre eles, havia uma estrutura com um sagrado pé de tulsi [5], espalhando-se simetricamente, os galhos direcionados para cima, e uma inusualmente rica folhagem. De cada lado do pé de tulsi, postava-se um veado. E, em um dos cantos, alinhado com a caverna maior, havia uma grande cachoeira, usada para o banho. Em outro canto, uma cachoeira pequena era reservada para beber água. Os dois arroios fluíam e se uniam na outra ponta, para desaparecer em um túnel.

A caverna mais larga pertencia ao grande mestre Kriya Bábaji, que estava, agora, de pé, próximo ao recém-chegado. Era jovem, com longos cabelos, e vestido com um doti vermelho pálido. De corpo delicado, tinha a cor da pele morena.

O visitante estava deleitado, além de qualquer expressão, por encontrar o grupo tomando um simples e sattívica [6] refeição, que consistia em duas bananas, arroz branco duplamente cozido, açúcar mascavo (paluppu sarkarai) e leite.

Cada indivíduo tinha seu próprio conjunto de vasilhas. Eles colocavam quantidades suficientes de arroz cozido nas respectivas tigelas, adicionavam um punhado de açúcar mascavo e derramavam leite por cima, de acordo com suas necessidades. Misturavam tudo com colheres de madeira limpas, que não eram meros pedaços de pau, mas estruturas simples e atraentes. Assim a refeição seguiu em frente e o devoto a descreveria emocionadamente mais tarde: “Como era bela! Como era bela! Era uma visão deliciosa. Talvez devamos esperar por essa comida quando formos para lá. É bom irmos nos acostumando com isso agora”.

Branco era a cor dominante das roupas vestidas pelos residentes e as roupas ocres primavam por sua ausência. Eles estavam sentados sobre peles de animais, como veados, tigres e até leões. A linguagem usada, que de início parecia estranha, era realmente hindi e inglês. Falavam livremente uns com os outros durante o almoço, e todos exalavam felicidade, com faces sorridentes.

Swami Pranabananda [7] estava no grupo e cerca de três pessoas tinham longas barbas, que desciam até seus umbigos. Havia uma garota de nove ou dez anos de idade, usando jaqueta e saia (pavadai) brancas. Uma senhora ocidental corpulenta, também vestida de branco, era figura proeminente. Mas a pessoa dominante perto do Satguru e mestra de cerimônias era Mátaji, a “irmã” de Kriya Bábaji [8]. Ela era, de fato, a organizadora do ashram (pitam), e uma figura esguia, bela, agradável e clara, um pouco mais alta do que o Mestre. Sua face alongada lembrava a de Kashi, o discípulo favorito de Paramahamsa Yoganandaji, quando vista de frente, e a da própria companheira de Nilakantan, quando vista de lado. Usava um sari branco com um barrado verde e uma echarpe em torno do pescoço.

Um membro do grupo tinha uma história interessante. Era um governante muçulmano e se aproximou do Mestre oferecendo sua infantaria, cavalaria e outros efetivos militares. Satguru Kriya Bábaji simplesmente abanou a mão e afastou a oferta rapidamente. Em seguida, o monarca ofereceu toda a sua fortuna, roupas luxuosas etc. Mas isso também foi recusado. Finalmente, o devoto prostrou-se aos pés do Mestre e foi aceito. Ele vive até hoje como membro do grupo nos Himalaias e é um símbolo do grande ideal da autoentrega e não da mera entrega das riquezas.

O lugar era claramente iluminado, como se inundado por luz, mas nem o sol, nem a lua ou qualquer outra fonte luminosa era visível. A “criança” [9] interrogou acerca desse fenômeno. E o Satguru respondeu: “Tudo isso você saberá no devido tempo”. Apontou para uma caverna próxima à sua e disse: “Esta é para você”. O visitante espiou dentro e viu uma espaçosa sala rochosa, com uma pele de veado e o usual conjunto de vasilhas para cozinhar, beber e comer. A caverna de Mátaji era a primeira em outra fileira de cavernas. Ele estava interessado em examinar a caverna do Mestre, mas foi advertido para não fazê-lo agora, e o Satguru apontou-lhe uma caverna adjacente à sua, no outro lado, dizendo-lhe: “Esta é para ele (o “filho”) [10]”.

“Onde ele está? ”, inquiriu o amigo. “Espere, espere. A Mãe (Mátaji) vai trazê-lo no devido tempo”. O visitante passou sua mão para sentir a solidez da parede rochosa da caverna. “Se ele estivesse aqui, agora, teria um monte de surpresas”, ponderou a “criança”. Justamente nesse momento, a “criança da criança” [11] perturbou sua estrutura física em Madras, chacoalhando, e a transmigração da alma encerrou-se, abruptamente. Com o coração pela metade, a “criança” do Mestre retomou suas obrigações familiares, ponderando sobre o paraíso nos Himalaias Centrais.

Pela graça do Mestre, ele foi levado uma segunda vez para Gauri Shankar Pitam, de maneira similar, na manhã seguinte, durante Brahma Muhurtha [12], para habilitá-lo a ter uma ideia da rotina diária. Todos os residentes devem se levantar às quatro da manhã e são conduzidos em fila por Mátaji para o banho na grande cachoeira. Segue-se uma hora de sadhana [13]. E tudo o que a pessoa ingere durante a manhã, é leite. Há algumas belas vacas brancas pertencentes ao ashram.

A entrada ao Pitam se faz por meio de uma misteriosa porta rochosa, localizada no chão de uma das cavernas, que abre e fecha automaticamente, como se tivesse dobradiças, sempre que necessário.  As vacas são recolhidas em cabanas à noite e pastam longe do ashram durante o dia, sob a supervisão de montanheses e pastores, cujas casas, a cerca de uma milha de distância, eram os mais próximos traços de presença humana. Estes, todavia, não eram autorizados a entrar na área proibida. Os campos em torno de Gauri Shankar Pitam eram usados pelo grupo para abluções e como latrina.

A própria Mátaji ordenhava as vacas e todos os ashramitas [14], incluindo o Mestre, formavam fila, com tigelas, para obter sua porção de leite, que bebiam sem ferver. Aqui, o leitor deve ser alertado para não copiar tal procedimento neste mundo de doença, pois as vacas nas habitações ordinárias têm germes de tuberculose, e beber seu leite sem ferver ou sem pasteurizar e sem testar os animais acerca de infecção por tuberculose simplesmente levaria a disseminar essa doença fatal. A ciência moderna atribui a extensa presença de tuberculose na humanidade ao insalubre hábito de beber leite cru, que é uma das causas principais. Mas também deve ser dito que, se a vaca é examinada em intervalos regulares, então é melhor tomar o leite cru, porque a fervura elimina parte dos nutrientes e diminui seu valor nutricional. Obviamente, as vacas de Gauri Shankar Pitam são animais muito saudáveis, livres de tuberculose [15].

Nessa ocasião Kriya Bábaji foi o quarto a receber o leite das mãos de Mátaji e a “criança” do Mestre também recebeu seu tanto. Sobre o resto da rotina, ele aprendeu com o Mestre. Ao meio dia, eles tinham o almoço, já descrito, que era a única refeição regular tomada diariamente. Entre o meio dia e às seis da tarde, cada ashramita tinha tempo suficiente para prosseguir sua respectiva sadhana e, às vezes, para consultar o Mestre ou receber instruções especiais dele. Às seis da tarde, bebiam leite novamente, e se reuniam em torno do fogo de homa por uma hora ou mais; depois disso, podiam compartilhar as frutas do prasad [16].

O visitante queria saber como eles marcavam o tempo. O Mestre simplesmente disse: “Não pergunte tudo. Simplesmente estude o lugar e entenda por você mesmo”.

Em todo Purnima [17], há um puja regular com as flores encontradas em abundância em frente à caverna. O Mestre senta-se sobre um local elevado. E, após colocar algumas flores em seus pés de lótus [18], cada discípulo reverencia a Mãe do ashram elaboradamente.

“Por que você conta todas essas coisas para ele nos mínimos detalhes? Guarde alguns segredos para você”, o Mestre riu [19]. “ Não, Satgurudeva, não. Eu não posso ser traiçoeiro com ele”, a “criança” enfatizou. “Sim, você está certo. Eu apenas disse isso como brincadeira. Vocês dois não devem nunca ser traiçoeiros um com o outro”. “Quando você dará a ele o privilégio de vê-lo?”. “Durante a próxima peregrinação e sadhana, ele terá que procurar e procurar por mim por três dias em peralam [20], antes que lhe seja permitido ver todas essas coisas”.

Assim, o Mestre de Gauri Shankar Pitam, no Himalaia, trabalha alegremente. O Kriya Mula Guru pensou em tomar dois outros discípulos, que ele chama de “duas metades” [21], tratando-os como um e isso faz com que o número de pessoas em Gauri Shankar Pitam seja 16, incluindo ele mesmo. Mais tarde, outra discípula tornou-se merecedora da graça do eminente iogue, mediante o completo sacrifício de sua riqueza material para sua causa, e será, certamente, escolhida como um membro [22]. Se tudo correr de acordo com o presente plano, três discípulos escolhidos, que foram chamados a trabalhar como três em um, serão aceitos totalmente, e a nova discípula junto com cinco de suas associadas, será tomada como uma unidade (seis em um). Assim, o número será o sagrado 16, excluindo o Mestre [23].

Além desse paraíso terrestre, todos os sadhakas [24] da Kriya Yoga devem saber que Kriya Loka – Gauri Shankar Pitam – existe, por meio da graça do Mestre dentro e fora de cada indivíduo. Se cada irmão ou irmã em Kriya puder, de alguma maneira, conquistar a graça do Satguru, por meio da sadhana, da entrega e do sacrifício, irá finalmente alcançar o elevado estado místico de Samadarshan Vijñana Samadhi [25], ou visão universal, no qual descobrirá e finalmente realizará, mediante a deleitosa experiência da felicidade luminosa, que Kriya Loka não existe apenas no Himalaia, mas também em seu próprio coração e fora dele, abarcando o universo inteiro. Será essa mística Gauri Shankar Pitam que levará à realização do sonho do Mestre de disseminar o reino de Deus na terra por meio de sua Kriya, o bálsamo para todas as enfermidades humanas.

“Todo aquele que alcançar Mahasamadhi [26], e deixar para trás seus restos mortais, não poderá e não irá automaticamente para Gauri Sahnkar Pitam, nos Himalaias. Apenas aqueles que obtiverem a imortalidade física (amrathuva) irão conquistar seu lugar aqui. Não há lugar para guru dhurokis (traidores) aqui ou seja onde for”, é a clara mensagem de Satguru Kriya Bábaji para todos. Que todos dediquem suas vidas aos pés de lótus do Kriya Mula Guru e à sua causa, e, no devido tempo, alcancem a divina perfeição em Kriya Loka, nos Himalaias.

Jai Mátaji Nagalakshimi! Jai Kriya Bábaji! Jai, jai!

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Notas

Este relato precioso, escrito, pelo iogue Ramaiah (1923 – 2006) – que foi professor do meu professor, Satchidananda – faz parte do livro The Voice of Babaji: a Trilogy on Kriya Yoga (A Voz de Bábaji: uma Trilogia em Kriya Yoga) Eu o traduzi tempos atrás. Como há muitos termos em sânscrito e tâmil, evitei colocar essas palavras em itálico, para não tornar o texto excessivamente poluído. Mas, sempre que necessário, escrevi notas explicativas, publicadas a seguir.

O livro todo está sendo traduzido agora para o português. A edição em língua inglesa pode ser adquirida em http://www.babajiskriyayoga.net/english/bookstore.htm

[1] Mulaguru que dizer “Guru-Raiz”. Nagaraj, que significa “Rei das Serpentes”, e alude à Kundalini Shakti (o Poder Divino presente no humano, representado como uma serpente fêmea), é o nome próprio de Bábaji. A palavra Bábaji, literalmente “Reverendo Pai”, é um título respeitoso, e não um nome. No texto, Bábaji também é chamado de Satguru, isto é, “Mestre Inteiramente Realizado”.

[2] Kriya Loka quer dizer “Local da Kriya”. A palavra Kriya possui múltiplos significados, sendo o mais usual “Ação Consciente”. Assim, a expressão Kriya Yoga pode ser traduzida como “Yoga da Ação Consciente”.

[3] Gauri (“Clara”), bem como Kali (“Escura”), é um dos nomes da Shakti, a Grande Deusa ou Princípio Feminino. O epíteto é atribuído especialmente a Párvati, a consorte mitológica de Shiva. Shankar ou Shankara (“Pacificador”) é um dos nomes de Shiva. Pitam significa “santuário”, e, aqui, tem a conotação de ashram (“eremitério” ou “residência iogue”).

[4] Trata-se do jornalista V.T.Nilakantan, discípulo de Bábaji, e principal redator de The Voice of Babaji: a Trilogy on Kriya Yoga. Nilakantan era amigo pessoal do primeiro-ministro indiano Jawaharlal Nehru, que governou a Índia desde a independência, em 1947, até morrer, em 1964. Fora também, por 15 anos, secretário particular de Annie Besant, a presidente da Sociedade Teosófica. Porém, apesar de ser um jornalista famoso e autor de vários livros, enfrentava, na época (1952-1953), seríssimos problemas de saúde e financeiros. A dedicação com que se entregou à redação da trilogia, a despeito de todas as dificuldades, é comovedora.

A maior parte do livro The Voice of Babaji: a Trilogy on Kriya Yoga foi escrita por Nilakantan, sob a orientação de Bábaji. Mas o livro também contém textos de Ramaiah. E longos trechos ditados, verbatim, por Bábaji.

[5] Também chamada de “tulasi”, é uma planta sagrada, com reconhecidos poderes medicinais. É tida como uma manifestação terrestre da Deusa Tulasi, consorte de Vishnu. Por isso, suas folhas são obrigatoriamente incluídas nas oferendas a Krishna, considerado um avatar de Vishnu.

[6] O adjetivo sattívico, aqui empregado como neologismo, deriva da palavra sattva, que nomeia uma das três gunas [qualidades ou princípios regentes da Prakriti (Natureza)]. São elas: tamas (imobilidade), rajas (movimento) e sattva (equilíbrio, harmonia, pureza, sublimidade). Sattva, que deriva da raiz sat (ser), significa literalmente “ser como deve ser”.

[7] Swami Pranabananda é mencionado como “o santo com dois corpos”, na Autobiografia de um iogue, de Paramahansa Yogananda. Escrevi um longo artigo sobre ele. Pode ser acessado em https://josetadeuarantes.wordpress.com/2013/02/27/amman-pranabananda/

[8] Mátaji (Reverenda Mãe), que se chama Annai Nagalakshimi Deviyar, é, de fato, prima paterna de Bábaji. É considerada sua “irmã espiritual” ou “consorte mística” – vale dizer, sua contraparte feminina.

[9] Era assim que Bábaji chamava Nilakantan.

[10] Isto é, o próprio Ramaiah, que também visitou o ashram pouco tempo depois. “Filho” era a palavra utilizada por Bábaji para se referir a Ramaiah.

[11] Isto é, um dos filhos de Nilakantan.

[12] Literalmente, a “Hora de Brahman”. Inicia-se uma hora e 36 minutos antes do nascer do Sol e estende-se por 48 minutos; é considerada o período mais auspicioso do dia para a meditação e outras práticas de yoga.

[13] Prática ióguica.

[14] Moradores do ashram.

[15] Ramaiah estende-se bastante no assunto porque este era um tema muito sensível para ele. Filho do homem mais rico do estado indiano de Tâmil Nadu, e descendente de uma tradicional família de grandes negociantes e banqueiros, ele fora acometido por tuberculose óssea quando estava prestes a embarcar para os Estados Unidos, onde faria sua pós-graduação em geologia na John Hopkins University. Impedido de viajar, permaneceu seis anos com o corpo todo engessado, para deter a progressão da doença, considerada irreversível. Para espanto de seus médicos, entre os quais, os melhores especialistas ingleses, foi inteira e rapidamente curado pela graça de Bábaji. A partir de então, abandonou os negócios familiares para se dedicar inteiramente ao yoga e à disseminação dos ensinamentos do Mestre.

[16] Homa é o fogo sacrificial, na frente do qual é colocado o prasad (oferendas) e em torno do qual se cantam bhajans (canções devocionais). Esse tipo de ritual é tão antigo quanto os Vedas, ou talvez ainda mais.

[17] Celebração em homenagem ao Guru.

[18] Trata-se do ritual de Pada Puja, Adoração dos Pés do Guru.

[19] A palavra “ele” refere-se, aqui, ao próprio Ramaiah. Nessa época (1952-1953), Bábaji materializava-se quase diariamente na pequena sala de meditação de Nilakantan. Mas Ramaiah, por mais que quisesse, não conseguia vê-lo. Bábaji começou a aparecer a Ramaiah em 1954. Este pequeno diálogo é um dos muitos exemplos da informalidade e do bom-humor de Bábaji. Há vários outros em The Voice of Babaji: a Trilogy on Kriya Yoga.

[20] Peralam é o nome de uma cidade do Tamil Nadu, no Sul da Índia. Mas parece que a palavra tem aqui outro significado. Todavia, não sei qual. Escrevi para minha querida amiga Kriyanandamayi, do Sri Lanka, perguntando. Se e quando ela responder, acrescento.

[21] Esses dois discípulos eram Nilakantan e Ramaiah, por meio dos quais Bábaji deu início a uma nova etapa em sua missão planetária.

[22] Essa outra discípula era Solachi, a esposa de Ramaiah. Ela era prima dele por parte de pai e de mãe, e, conforme o costume tradicional indiano, o casamento de ambos foi arranjado na infância. Assim como o próprio Ramaiah, Solachi era herdeira de uma imensa fortuna. Mas a dedicação do casal ao yoga foi fortemente rejeitada pela família. Sem cederem às pressões familiares, eles permaneceram casados até a morte dela, em 1962.

[23] Aqui, Ramaiah entra em toda uma abstrusa lucubração numerológica, tendo por base o número 16.

[24] Sadhaka é aquele que se dedica a uma sadhana.

[25] Samadarshan é “Visão Equânime”. Vijñana corresponde ao “Nous”, ou “Intelecto”, dos gregos. E, na terminologia estabelecida por Sri Aurobindo, refere-se à “Consciência Sobremental”. Samadhi é o estado de “Superconsciência”.

[26] Mahasamadhi, ou Grande Samadhi, é o nome dado à saída consciente do corpo físico, que os grandes iogues realizam no momento da morte.

 

 

 

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