Um novo nome

ashram

O edifício laranja, ainda não totalmente finalizado, é o ashram do Kriya Yoga de Babaji, em Badrinath, nos Himalaias. Foi nele que recebi meu novo nome espiritual: Ganapati. Ao fundo, o pico nevado do monte Nilakantan.

No dia 3 de outubro de 2016, fui formalmente introduzido na Ordem dos Acharyas do Kriya Yoga de Babaji. Como acharya (instrutor), estou autorizado a conduzir o seminário da Primeira Iniciação no Kriya Yoga de Babaji, bem como a exercer outras atividades de interesse da Ordem, no Brasil e no exterior.

Minha introdução realizou-se após um período de treinamento que se estendeu por dois anos e meio, desde março de 2014. E ocorreu em um lugar que não poderia ser mais auspicioso: o ashram do Kriya Yoga de Babaji, em Badrinath, nos Himalaias.

Localizado em um vale a 3400 metros de altitude e cercado por picos nevados que alcançam quase 7000 metros, o vilarejo de Badrinath é um dos locais mais sagrados da Índia. Sua importância como destino de peregrinação é mencionada por fontes tão antigas quanto o Mahabharata. Para os praticantes de Kriya Yoga, tal relevância é ainda maior, pois foi em Badrinath, há quase 1800 anos, que Babaji alcançou seu supremo estado de autorrealização.

Ao ser investido da atribuição de acharya, recebi um novo nome espiritual: Ganapati. O termo – que significa, literalmente, “Senhor dos Ganas”, isto é, da hoste de Shiva – é uma das denominações de Ganesha, o deus com cabeça de elefante.

Na mitologia shivaísta, o Filho Arquetípico desdobra-se em duas deidades complementares: Ganesha (filho da Deusa, Shakti, sem a participação do Princípio Masculino) e Murugan (filho do Deus, Shiva, sem a participação do Princípio Feminino). Ganesha está associado ao conhecimento exotérico (aberto). Daí ser creditada a ele a invenção da escrita. Murugan está associado ao conhecimento esotérico (secreto). Daí seu papel como psicopompo.

Ganesha é também o “Guardião da Porta”, isto é, das transições entre os diferentes planos de realidade e níveis de consciência. Por isso, é ele que tanto impõe quanto remove os obstáculos.

Na trajetória espiritual, a conclusão de uma etapa e o início de outra é, muitas vezes, pontuada pela mudança de nome. O novo nome refere-se tanto àquilo que a pessoa já alcançou quanto, principalmente, àquilo que ela tem que alcançar.

Em 2011, recebi de meu instrutor, Satchidananda, o nome Kabir, em homenagem ao grande poeta e místico indiano do século XV. O nome me foi dado depois de eu ter recriado, em português, uma coleção de 100 poemas de Kabir, mais tarde publicada em livro. O novo nome, Ganapati, reconhece meu esforço em disseminar o conhecimento por meio da palavra e também me infunde uma nova força para enfrentar os muitos obstáculos do caminho espiritual.

Estou muito feliz com o nome Ganapati e sinto que ele já começou a exercer seu efeito.

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3 Comentários

  1. isolete

     /  20 de outubro de 2016

    O meu coração sente-se feliz ao navegar pelo seu Blog. Gratidão. Namaste.
    Felicidade!

    Responder
  2. Amor amor amor e muita saudade!

    Responder
  3. Patricia

     /  20 de outubro de 2016

    Ganapati, que lindo, adorei!!! Namastê!!!

    Responder

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