O espírito da busca: um poema de Kabir

kabir

Uma representação de Kabir: livre das amarras do mundo, o grande mestre indiano do século XV medita, impassível, sobre as águas tumultuosas do fluxo dos fenômenos.

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Ó amigo!

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Busca enquanto vives! Encontra enquanto vives! Conhece enquanto vives!
Pois é na vida que a liberdade habita.

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Se tuas amarras não forem rompidas durante a vida,
Que esperança de libertação terás na morte?

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Não é mais do que um sonho enganoso
Crer que a alma suba a Deus só por deixar o corpo.

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Se o alcançares agora, o alcançarás depois.
Se não o alcançares, ficarás retido na cidade dos mortos.

*

Para encontrá-lo, aqui e além,
Imerge na Verdade! Dissolve-te no Nome Veraz! Entrega-te ao Guru Verdadeiro!

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Kabir diz: É o espírito da busca que liberta.
Sou escravo do espírito da busca.

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Nota

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Este é o terceiro dos 100 poemas de Kabir que recriei em português a partir da famosa tradução inglesa de Rabindranath Tagore (1861 – 1941). Postei alguns desses poemas no blog. O conjunto completo pode ser lido no livro Kabir: Cem Poemas (Attar Editorial, 2013).

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Segundo consta, Kabir era analfabeto. Seus poemas foram declamados, ou, mais provavelmente, cantados em lugares públicos. Os ouvintes os memorizaram e passaram adiante. Tempos depois, surgiram os primeiros registros escritos. Na tradução de Tagore e também em meu livro, os poemas não têm títulos. Criei o título acima apenas para diferenciar esta postagem das outras.

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