Oriente Médio – A cronologia de um conflito

O rabino Zalman Schachter-Shalomi, notável protagonista do movimento pela paz e pelo diálogo entre as diferentes tradições espirituais

O conflito israelense-palestino está, há mais de meio século, no centro das instabilidades do Oriente Médio. Já durou tanto tempo que muitos o consideram uma espécie de doença crônica, para a qual não existe cura. Não é este o meu ponto de vista. Muçulmanos e judeus já viveram em paz em vários contextos. E o esplendor alcançado no Califado de Córdoba, na Espanha, e no Califado do Cairo, no Egito, foi, em grande parte, um produto de seu mútuo acolhimento. O perfil do grande médico, filósofo e mestre espiritual judeu Maimônides, postado neste Blog, dá uma ideia do que acabo de afirmar.

Não considero que o clima inclusivo em que Maimônides floresceu esteja para sempre enterrado no passado. Agora mesmo, em Israel e na Palestina, nos Estado Unidos e na Europa, e também no Brasil, indivíduos e organizações, lúcidos e corajosos, trabalham ativamente pela paz e a cooperação. Sua tarefa não é fácil, pois agressões de parte a parte criaram uma espiral de frustrações, mágoas, ressentimentos e vinganças. Mas é preciso acreditar que esse insidioso mecanismo poderá um dia ser desarmado. E que, a despeito de circunstanciais diferenças étnicas, ideológicas ou confessionais, possamos nos reconhecer pelo que somos: humanos. Ou, como definiu magistralmente o poeta: “reflexos do Esplendor”.

O noticiário da grande mídia pouco ajuda nesse sentido. Pois, independentemente das eventuais distorções motivadas pelos interesses políticos ou econômicos das corporações midiáticas, a própria maneira de produzir a notícia, isolando os fatos da sequência causal que poderia lhes conferir inteligibilidade, inunda a mente do receptor com informações desconexas, suscita-lhe emoções primitivas de medo, raiva e revanche, e, no final, o reduz à completa impotência, quando não a atos criminosos.

A cronologia ultrassimplificada que se segue é uma modesta contribuição à compreensão do conflito. Procurei construí-la da maneira menos passional possível, evitando adjetivos que poderiam ferir suscetibilidades, pois a retórica exaltada é um dos componentes que envenenam a região. Mesmo assim, posso ter cometido erros factuais ou de interpretação, e, se alguém me corrigir, ficarei agradecido. Minha sequência termina há mais de uma década, com o início da Segunda Intifada. Pretendo acrescentar dados mais recentes no futuro.

70 d.C. – Revolta judaica contra o domínio romano. Tito, futuro imperador de Roma, destrói o Templo de Jerusalém.

133 d.C. – Novo levante contra Roma. Os romanos arrasam Jerusalém e expulsam grande parte da população israelita. Os judeus se dispersam pelo mundo (Diáspora).

638 d.C. – Conquista da Palestina pelos árabes. Na esplanada onde outrora se erguia o Templo, os muçulmanos edificam o Domo do Rochedo. A região permanece sob domínio islâmico até o século XX, exceto no curto intervalo entre os anos 1099 e 1187, quando Jerusalém foi um reino cristão, governado pelos Cruzados.

1897 – Inspirado pelas ideias do jornalista austríaco Theodor Herzl, realiza-se na Suíça o Primeiro Congresso Sionista, que propõe o retorno dos judeus à Palestina. Em busca de uma vida nova, longe do antissemitismo europeu, dezenas de milhares de israelitas emigram para a região, então uma província do Império Otomano (turco).

1914-1918 – Durante a Primeira Guerra Mundial, a Inglaterra apóia a revolta árabe contra o domínio turco e promete independência às antigas províncias otomanas (Correspondência Hussein-McMahon). Ao mesmo tempo, faz um arranjo secreto com a França para a partilha daqueles mesmos territórios (Acordo Sykes-Picot). E envia um comunicado ao banqueiro judeu Walter Rothschild , comprometendo-se com o estabelecimento de uma pátria judaica na Palestina (Declaração Balfour). Como seria de esperar, esse “jogo triplo” da diplomacia britânica teria consequências desastrosas no futuro.

1918 – Com a derrota otomana, a Inglaterra assume o controle da Palestina (Mandato Britânico). A partir de então, intensifica-se a emigração judaica para a região.

1936-1939 – A entrada de centenas de milhares de imigrantes judeus amedronta os antigos moradores e provoca uma revolta árabe-palestina contra o Mandato Britânico. Com o apoio da organização paramilitar judaica Haganah (embrião das futuras Forças Armadas de Israel) e o reforço de suas próprias tropas, a Inglaterra derrota os revoltosos: 5 mil árabes e palestinos, 400 judeus e 200 britânicos morrem no confronto. A organização sionista de direita Irgun, conhecida na época como Haganah Bet (Haganah B), começa a realizar atos terroristas contra a população árabe-palestina.

1939 -1945 – Segunda Guerra Mundial. Fugindo do horror nazista na Europa, novos contingentes de imigrantes judeus chegam à Palestina.

1946 – Para apressar a criação de um Estado judeu, o Irgun, então comandado por Menahem Begin (futuro primeiro-ministro de Israel), explode o Hotel King David, em Jerusalém, onde ficava a sede do Mandato Britânico: 91 pessoas morrem no ato.

1947 – Profundamente debilitada em conseqüência da Segunda Guerra Mundial, e acuada pelos ataques terroristas, pelas reivindicações árabes e pela pressão da opinião pública internacional, a Inglaterra decide encerrar o seu mandato sobre a Palestina e encaminha a questão à recém-criada Organização das Nações Unidas. A ONU propõe a divisão do território em dois países: aproximadamente, 56,5 % para os judeus e 43,5 % para os árabes, ficando Jerusalém sob controle internacional. Mas o plano de partilha não respeita a proporção das respectivas populações, que era de menos de 32 % de judeus para mais de 68 % de palestinos. Os representantes judeus aceitam; os representantes árabes rejeitam.

1948, abril – O Irgun e o Lehi (outra organização sionista de direita) atacam a aldeia palestina de Deir Yassin: mais de uma centena de civis desarmados são mortos. O número exato de vítimas é estimado, conforme a fonte, em 107, 120 ou 254. Também há controvérsia sobre a participação ou não da Haganah no episódio. O pânico causado pelo ataque é uma das principais causas do maciço êxodo palestino: no início de maio, cerca de 175 mil pessoas já haviam abandonado seus lares e seguido o caminho do exílio. Essa diáspora é chamada pelos palestinos de Nakba (que significa “catástrofe” em árabe).

1948, 14 de maio – Enquanto os britânicos se retiram da Palestina, David Ben-Gurion proclama a fundação do Estado de Israel.

1948, 15 de maio – Primeira Guerra Árabe-Israelense. No dia seguinte à fundação do Estado de Israel, exércitos da Transjordânia (atual Jordânia), Egito e Síria, apoiados por contingentes libaneses e iraquianos, invadem o país, dando início a combates que se prolongam até o início de 1949.

1948, setembro – O diplomata sueco Folke Bernardotte, mediador da ONU para o conflito árabe-israelense, é assassinado em Jerusalém pelo Lehi, então comandado por Itzhak Shamir (futuro primeiro-ministro de Israel).

1948, dezembro – Em carta publicada no jornal The New York Times, o físico Albert Einstein, a filósofa Hanna Arendt e outras importantes personalidades judaicas classificam o Irgun como terrorista e comparam o Partido da Liberdade (Tnuat Haherut), dele derivado, com as organizações políticas fascistas e nazistas.

1949 – O armistício consagra a vitória militar israelense. Israel amplia seu território de 14 mil para 21 mil quilômetros quadrados, incorporando a antiga Galiléia e outras áreas. O Egito fica com a Faixa de Gaza. A Transjordânia assume o controle da Cisjordânia e da parte oriental de Jerusalém. Os palestinos são os grandes perdedores. Em 1950, segundo estimativas da ONU, o número de refugiados palestinos nos países árabes vizinhos é da ordem de um milhão (a metade da população palestina da época).

1956 – Segunda Guerra Árabe-Israelense. Com o intuito de obter recursos financeiros para construir a Hidrelétrica de Assuã, o dirigente egípcio Gamal Abdel Nasser nacionaliza o Canal de Suez, contrariando interesses franco-britânicos. Inglaterra, França e Israel reagem: dizendo responder a ataques de camponeses egípcios, tropas israelenses invadem a Península do Sinai e avançam em direção a Suez; dois dias depois, sob o pretexto de proteger as instalações do canal, forças britânicas e francesas entraram na área. Surpreendidos por uma ação para a qual não haviam sido consultados, e sob a pressão de um ultimato da União Soviética, os Estados Unidos exigem o fim imediato das operações bélicas. Nasser emerge da crise como o principal líder do mundo árabe.

1959 –Yasser Arafat (Abu Ammar), Khalil al Wazir (Abu Jihad) e Salah Khalaf (Abu Iyad) fundam, no Kuwait, a organização clandestina Fattah (Al-Fattah, “O Que Abre”, é um dos 99 nomes divinos mencionados no Corão, e também um acrônimo composto pela inversão das iniciais árabes das palavras Movimento de Libertação Nacional da Palestina). Nascido no Cairo de pais palestinos e formado em engenharia, Arafat havia combatido os israelenses na Guerra de 1948 e presidido a União dos Estudantes Palestinos. Sua nova organização se opõe à tutela do movimento palestino pelos governos árabes e defende a luta armada contra Israel.

1964 – Por decisão da Liga Árabe, é criada, em Jerusalém, a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), presidida por Ahmed Chukeyri.

1967, junho – Terceira Guerra Árabe-Israelense (Guerra dos Seis Dias). A disputa pelas águas do rio Jordão, incidentes de fronteira e choques localizados geram um clima de crescente radicalização entre Israel e os países árabes vizinhos, com acusações e ameaças de parte a parte. A União Soviética informa o governo egípcio de que os israelenses haviam concentrado tropas na fronteira da Síria com a intenção de invadir o país (informação falsa, segundo fontes judaicas). Em resposta, Nasser exige que a ONU retire os efetivos que mantinha no Sinai desde a guerra de 1956 e desloca suas próprias forças para a região. Em seguida, fecha a entrada do Golfo de Ácaba, impedindo a passagem de navios israelenses ou que transportem materiais estratégicos para Israel. Na sequência, a Jordânia e o Iraque aderem ao pacto militar sírio-egípcio. Sentindo-se cercados, os israelenses desfecham um ataque de surpresa: a aviação egípcia é inteiramente destruída sem levantar vôo; os exércitos árabes são derrotados em todas as frentes; e, em seis dias, Israel conquista a Faixa de Gaza e a Península do Sinai (Egito), as Colinas de Golã (Síria), a Cisjordânia e Jerusalém Oriental (Jordânia), duplicando seu território. A esmagadora vitória israelense, comandada por Itzhak Rabin (futuro primeiro-ministro de Israel, depois assassinado por um extremista judeu), provoca um profundo sentimento de humilhação nos países árabes, a perda de credibilidade de suas lideranças e um novo êxodo palestino: mais de 500 mil pessoas são deslocadas de suas terras, tendo que se refugiar no Líbano, Jordânia, Síria e Egito.

1967, novembro – Após cinco meses de negociações, o Conselho de Segurança da ONU aprova a Resolução 242, que propõe a retirada de Israel dos territórios árabes conquistados, a cessação do estado de beligerância, o reconhecimento de todos os países da região, a livre navegação no Canal de Suez e no Golfo de Ácaba e a criação de zonas desmilitarizadas. Porém, Israel mantém a ocupação dos territórios conquistados.

1969 – Yasser Arafat assume a presidência da OLP.

1970 – Setembro Negro. A presença maciça de refugiados palestinos e da OLP cria um poder paralelo na Jordânia. Reagindo à aceitação do Plano Rogers (proposta norte-americana que retoma, em linhas gerais, a Resolução 242 da ONU) pelos governos egípcio e jordaniano, a Frente Popular pela Libertação da Palestina, grupo ultrarradical dentro da OLP, assume o controle do norte da Jordânia após sequestrar três aviões internacionais e anuncia sua intenção de derrubar a monarquia hachemita. O rei Hussein reage, declara lei marcial e ataca, com excepcional violência, o Quartel General da OLP em Amã e vários campos de refugiados pelo país. Segundo estimativas da OLP, de 10 mil a 25 mil palestinos são mortos na ação. Nos meses subseqüentes, a OLP é completamente desalojada da Jordânia.

1972 – Um comando da organização terrorista palestina Setembro Negro (que adota esse nome em memória do massacre ocorrido na Jordânia) invade os alojamentos da delegação israelense nas Olimpíadas de Munique, Alemanha. Dois israelenses são mortos no ato. E outros nove são levados como reféns. Os sequestradores apresentam várias exigências, entre elas, a libertação de 234 militantes presos em Israel. Depois de uma fracassada tentativa de resgate, a operação termina em tiroteio no aeroporto de Munique: os nove reféns, cinco dos oito sequestradores e um policial alemão são mortos. Na sequência, a primeira-ministra de Israel, Golda Meir, ordena ao Mossad (serviço secreto israelense) que rastreie e execute todas as pessoas envolvidas no sequestro – operação que se prolonga por vários anos.

1973 – Quarta Guerra Árabe-Israelense (Guerra do Yom Kippur). Diante do fracasso da via diplomática, e com o intuito de reabilitar sua imagem depois da humilhação de 1967, o Egito (agora governado por Anwar Sadat) e a Síria (agora governada por Hafez Assad) lançam um ataque limitado a Israel, aproveitando o feriado religioso judaico do Yom Kippur. Os tanques egípcios avançam sobre o Sinai, enquanto tropas sírias reocupam parte das Colinas de Golã. Pegas de surpresa, as forças israelenses perdem terreno em um primeiro momento, mas, após três semanas de combates, rechaçam o ataque. E as duas superpotências, Estados Unidos e União Soviética, impõem o cessar-fogo. A estimativa das perdas humanas é de 2.656 israelenses e 8.528 árabes. No âmbito da política interna israelense, a aventura árabe do Yom Kippur empurra a opinião pública para a direita e favorece a ascensão da linha-dura.

1974 – Arafat discursa na ONU. A organização reconhece o direito palestino à independência e confere à OLP o status de observador.

1975 – Início da guerra civil libanesa, opondo a Frente Libanesa (coalizão cristã de direita, liderada por Pierre Gemayel) ao Movimento Nacional Libanês (coalizão multiconfessional de centro-esquerda, liderada por Kamal Jumblat). No centro do conflito, está a presença maciça de refugiados palestinos e da liderança da OLP em território libanês, que a direita pretende eliminar. Os combates se prolongam, em várias fases, até o Acordo de Taif, de 1989, que promove o desarmamento das milícias e a formação de um governo de união nacional.

1977 – À frente do Likud, coalizão de vários partidos da direita israelense, Menahem Begin, antigo líder do Irgun, é eleito primeiro-ministro de Israel, pondo fim a três décadas de liderança do Partido Trabalhista. Com o intuito de anexar definitivamente os territórios conquistados, Begin dá inicio à implantação de colônias judaicas na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Ariel Sharon, então ministro da Agricultura, dirige o comitê ministerial encarregado da colonização.

1977-1978-1979 – Processo de paz egípcio-israelense. Em 1977, a convite de Begin, Anwar Sadat visita Jerusalém e discursa no Knesset (o Parlamento israelense). Em 1978, sob o patrocínio do presidente norte-americano Jimmy Carter, os dois dirigentes se reúnem nos Estados Unidos e firmam os acordos de Camp David. Em 1979, o tratado de paz é assinado em Washington. Em troca do reconhecimento de Israel, o Egito recebe de volta a Península do Sinai. A iniciativa faz com que, em vários segmentos do mundo islâmico, Sadat passe a ser considerado um traidor. Em 1983, durante uma parada militar no Cairo, ele é assassinado por Khalid Islambuli, membro da Jihad Islâmica Egípcia, que descarrega o seu rifle enquanto grita “Morte ao faraó!”.

1979 – Triunfo da revolução islâmica iraniana e retorno do aiatolá Khomeini a Teerã.

1982 – Israel invade o Líbano e expulsa os militantes da OLP sediados no país. Sob o comando de Ariel Sharon, então ministro da Defesa, as tropas israelenses cercam os campos de refugiados palestinos de Sabra e Shatila e permitem que a Falange Cristã libanesa, aliada de Israel, massacre centenas de civis.

1983 – O massacre de Sabra e Shatila horroriza a opinião pública israelense. A Suprema Corte de Israel abre um inquérito contra Ariel Sharon e conclui que ele falhou em impedir a matança. Sharon se vê obrigado a renunciar ao seu cargo.

1987 – Primeira Intifada ou levante palestino contra a ocupação israelense. Mais de 1.000 palestinos morrem nos combates de rua, que se prolongaram até 1993.

1988 – O Conselho Nacional Palestino, reunido no exílio, aceita a resolução da ONU de 1947, que prevê a divisão do território em dois Estados, renuncia ao terrorismo e propõe uma solução negociada para a crise.

1993 – Processo de Paz de Oslo, no qual o governo israelense, agora comandado pelos trabalhistas Yitzhak Rabin e Shimon Peres, chega a um entendimento sem precedentes com a liderança palestina, que concorda em reconhecer o Estado de Israel em troca da retirada progressiva dos territórios ocupados.

1994 – Volta de Arafat ao território palestino; criação da Autoridade Nacional Palestina, como germe de um futuro Estado. Porém, o processo de paz já se encontra minado pela violência: um jovem colono judeu ultrarreligioso abre fogo contra muçulmanos na mesquita de Hebron, matando 29 pessoas; na reação palestina que se segue, dezenas de judeus são mortos em atentados a bomba.

1995 – O primeiro-ministro de Israel, Yitzhak Rabin, é assassinado por um judeu ultrarreligioso.

1996-1999 – Uma série de atentados suicidas cometidos por militantes islâmicos do Hamas e a retaliação israelense acabam enterrando o processo de paz. Shimon Peres perde as eleições para o direitista Binyamin Netanyahu, que reinicia a colonização judaica dos territórios palestinos.

1999 – O trabalhista Ehud Barak se elege primeiro-ministro de Israel com a promessa de encerrar o conflito em um ano, mas não consegue levar seu projeto adiante.

2000 – Em um contexto de crescente frustração em relação ao processo de paz, Ariel Sharon volta à cena, entrando com dezenas de guarda-costas na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém, uma das áreas mais sagradas do Islã, onde se erguem o Domo do Rochedo e a mesquita de al-Aqsa. O gesto enfurece a população palestina, dando início à Segunda Intifada. Incapaz de controlar a onda de violência e impedir a desagregação da base governista, Barak renuncia, convocando eleições na expectativa de obter um novo mandato.

2001 – Ariel Sharon vence as eleições.

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Nota: informações sobre o rabino Zalman Schachter-Shalomi, cuja foto aparece no início deste post, podem ser acessadas em http://rzlp.org/

 

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